terça-feira, 16 de novembro de 2010

Quero!

Quero acordar de manhã e fingir que a solidão não existe, 
quero enchugar as lágrimas e apagar do meu rosto esse sorriso triste!
Quero olhar da janela e além das  montanhas enchergar ao mar,
quero pedir com soluços que o frio oceâno me ensine a amar!
Quero que o vento me traga aquele que um dia roubou meu sossêgo,
quero o ladrão de corações que enibria minha mente com beijos macios de pêssego!
Quero o meu amor ao meu lado, cuidando de mim e me fazendo chamego,
quero que venha mansinho e bem de levinho massageie meu ego!
Quero chamar-lhe atenção, roubar e invadir o teu coração!

sábado, 6 de novembro de 2010

Chuva...

 Ao acordar, abro a janela... Chuva... 
Tudo está cinza, nuvens carregadas e pesadas parecem querer cair do céu. Por um instante, paro e coloco minha mão para fora da janela, deixando que os pingos da chuva fina toquem a minha pele. Tempo bom para dormir, penso. Me debruço no peitoral e observo a chuva engrossar, prestando atenção na textura das nuvens e no vôo de um ou outro pássaro que talvez estivesse querendo um banho ou um abrigo!
Como é belo esse momento, em pensar que muitas pessoas não sabem, hoje, apreciar a beleza daquilo que Deus deixou pra nós. Não sabem que depois da chuva sempre tem um arco-íris como sinal de que a Terra não será mais destruida com água. E que esse mesmo arco-íris pode significar recomeço e que essa chuva pode servir para limpar a sujeira que nós mesmos fizemos na terra, que serve também para trazer a vida e fazer crescer varias plantas , que tentam incansavelmente limpar o ar que respiramos. 
Olho mais uma vez todo o quadro da minha janela. Respiro fundo. Passo a mão pelo rosto, dou um passo para traz e fecho o vidro. Sento na cama e agradeço a Deus pela chuva, pela vida, pelo amor, pela chance de recomeço, pelos amigos, pela proteção, enfim, por tudo.
Ahhh... Como eu amo a Chuva!